Estado laico

Ateísmo

Atualmente, grande parte dos países se declaram como laicos, no entanto será que todos realmente sabem o significado desse termo? No Brasil, diante da grande quantidade de feriados da Igreja Católica, muitos questionam se o Estado brasileiro realmente é laico. Juntamente com isso, diante da crise política do país, e várias polêmicas levantadas pela famosa “bancada evangélica” discussões são fomentadas sobre a tentativa desses de “teocratizar”a nação.

Pois bem: tudo começou, oficialmente, no século XIX, com o chamado Secularismo francês, um princípio que prega a separação da Igreja do Estado. Posteriormente foi criado um sistema político baseado nesse princípio – a laicidade.

A princípio não é difícil perceber qual o objetivo desse sistema, principalmente se relacionarmos com a célebre frase da Revolução Francesa “liberté egalité fraternité”, que influenciou a também famosa (Obviamente não tão famosa quanto sua matriarca) Inconfidência Mineira, cujo lema: liberdade, igualdade, fraternidade influenciou a frase estampada na bandeira do estado de Minas Gerais.

No Brasil, a laicidade ficou marcada pela Constituição de 1988, no Art. 5, inc. VI


Constituição Federal de 1988

Nós, representantes do povo brasileiro, reunidos em Assembléia Nacional Constituinte para instituir um Estado Democrático, destinado a assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social e comprometida, na ordem interna e internacional, com a solução pacífica das controvérsias, promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL.

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:

VI – e inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;


REFERÊNCIA: <http://www.jusbrasil.com.br/topicos/10730845/inciso-vi-do-artigo-5-da-constituicao-federal-de-1988&gt;

data 20/05/2016


Em suma, a ideia do secularismo foi promover a separação do Estado e da Igreja, visto que durante a Idade Média, essa experiencia acabou de forma trágica. No entanto, em momento algum ele diz que a sociedade não deve ter uma religião, pelo contrário, afirma que os indivíduos são livres para expressar suas crenças, desde que não haja envolvimento com o governo. Se, o Estado fizer essa proibição, então estaremos diante de um Estado ateu, e não laico, como aconteceu durante o regime socialista na extinta, atualmente, URSS.


Alguns podem dizer: “Ah, mais os cristão não entendem isso e querem se impor.”

Pois bem, em momento algum o cristão deve impor suas crenças no governo. Uma forma simples de respaldar minhas fala é verificada em Mateus 22:

E enviaram-lhe os seus discípulos, com os herodianos, dizendo: Mestre, bem sabemos que és verdadeiro, e ensinas o caminho de Deus segundo a verdade, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens.

Dize-nos, pois, que te parece? É lícito pagar o tributo a César, ou não?

Jesus, porém, conhecendo a sua malícia, disse: Por que me experimentais, hipócritas?

Mostrai-me a moeda do tributo. E eles lhe apresentaram um dinheiro.

E ele diz-lhes: De quem é esta efígie e esta inscrição?

Dizem-lhe eles: De César. Então ele lhes disse: Dai pois a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus.

Mateus 22:16-21


Traduzindo: certo dia os fariseus perguntaram a Jesus se eles deveriam pagar impostos, e Ele sabiamente respondeu: dê aos homens o que é dos homens e o que é de Deus a Deus. Ou seja, o dinheiro foi uma criação humana em sua necessidade  de produzir e trocar sua força de trabalho por um produto produzido pela força de trabalho de outro, uma vez que ninguém sozinho é autossuficiente, logo, isso deve ser resolvido entre os homens. Ele nunca disse que o imperador romano deveria ser deposto e um de seus discípulos deveria assumir o trono ou que o César deveria se converter e governar o império de acordo com um manual de crenças cristãs. Ele mesmo já estava sendo laico, no estilo Deus é Deus e César é César, não há disputa entres eles, pois são assuntos distintos!!


Estou dizendo que os governantes não podem ser cristãos? TAMBÉM NÃO, pois se o próprio conceito de secularismo diz que cada um pode ter sua crença, porque eu diria o contrário? 

O que acontece hoje, referindo-me especialmente ao Brasil, é que virou “MODA” dizer que é Cristão. Algumas pessoas simplesmente começaram a assim se declarar para aumentar o “público eleitoral”  e o pior é que realmente existe um “curral eleitoral” cristão.

Pergunta: “Ah, então você está dizendo que os cristão são ignorantes e não sabem votar?”

ACHO QUE A IGNORÂNCIA POLÍTICA PERSEGUE GRANDE PARTE DA POPULAÇÃO, INDEPENDENTE DAS CRENÇAS.


Infelizmente muitas pessoas se iludem na hora de votar e é por isso que vivenciamos o espetáculo horripilante em Brasília. As pessoas votam iludidas em falsas promessas ou votam sem nem saber em quem estão votando.


Mais importante do que rótulos,são os atos. Se a intenção for falar que é cristão porque dá IBOPE, por favor não faça. Se a intenção for falar que é ateus porque os cristão são um bando de ignorantes, também não faça. O nome dessa página é Beliverwood por algum propósito. 

Todos deveríamos agir de acordo com o que realmente acreditamos, e não porque ouvimos da boca de um ou fomos convencidos por outros.


Cada um de nós temos uma enorme responsabilidade para com nossos semelhantes. No caso dos cristãos, o mais importante é o seu posicionamento diante das circunstâncias do que rótulos. Nós não precismos de uma bancada que se auto declare como evangélica – PRECISAMOS DE PESSOAS QUE HAJAM DE ACORDO COM PRECEITOS CORRETOS E QUE TOMEM ATITUDES PARA MELHORAR A VIDA DE TODOS OS BRASILEIROS, AO INVÉS DE FICARMOS ANDANDO EM CÍRCULOS VICIOSOS E DANDO MAL TESTEMUNHO. Porque no final, é isso que realmente importa para as pessoas.

E você que não é cristão, não fique simplesmente falando mal de todos os cristãos por causa de maus exemplos isolados. Por exemplo, você acha que a mãe de Hitler era uma má pessoa? A mãe do Stalin?

A mãe daquele indivíduo que assaltou seu amigo? Assim como não podemos julgar as mãe pelos atos de seus filhos, também não podemos julgar a Cristo e seus ensinamentos pelo mal comportamento dos filhos, Além disso, também não podemos julgar seus irmãos,pois, o que diremos sobre o episódio vivenciado pelos brasileiros – o famoso escândalo PC Faria, delatado por ninguém menos que o irmão de um dos próprios acusados?

Enfim, espero que esse artigo não tenha sido maçante e nem desrespeitoso a ninguém.

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